Nós Não Nos Falamos Mais

25 de agosto de 2016



Se eu te contar o que eu sinto, acho que você não iria acreditar. Ás vezes me pergunto, por quê insistimos nessa relação unilateral? Parece que me sinto presa nesse sentimento entre ficar e partir, não consigo decidir o que é melhor para mim. 

É claro que eu gostaria de continuar, mas é doloroso pensar que temos objetivos diferente. É duro ter que admitir, mas eu não preciso aceitar meio termo em nada. É duro, eu não sei o que dizer sobre o que eu sinto porque tudo é tão confuso. Mas penso que estamos seguindo caminhos diferentes, apesar de querermos uns ao outro, não é o suficiente.

Quando você escolhe, não tem volta. Quando você se dá conta da dúvida de consumindo, percebe que ás vezes a certeza é essencial e não dá para pular de olhos vendados. Poderíamos ter parado antes, poderíamos não ter chegado até aqui. Mas chegamos, é cruel ver desmoronar o que construímos, mas é maravilhoso renascer e ver possibilidades em tudo, em mais amor por si, em mais força pelos sonhos. Não podemos desistir, temos que aguentar, porque o sol sempre vem pela manhã.

{Sabe quando você escuta uma música e fica super inspirada para escrever? Foi o que aconteceu quando eu ouvi We don´t anymore, do Charlie Puth Feat. Selena Gomez}



Princess Highway: Inverno

24 de agosto de 2016



Eu sei que o inverno praticamente já acabou, em terras que ele existe, mas não é tarde pra namorar essa coleção! Veja completa no sitePrincess Highway

Instalooks

23 de agosto de 2016



Esse post aqui é mais ilustrativo que informativo, em tempos de Beda, tá fogo, viu! Arrumar pauta para o blog. Só separei alguns looks que postei no instagram. Não tenho muitas fotos como as blogueiras que recebem um monte de coisa, e muita coisa repetitiva. Mas o importante é ser feliz. 
Ainda não me segue? Cola aqui que é sucesso! Tem muito cabelo colorido por lá!


{Leitura} A listra negra por Jeniffer Brown

22 de agosto de 2016




Sinopse: E se você desejasse a morte de uma pessoa e isso acontecesse? E se o assassino fosse alguém que você ama? O namorado de Valerie Leftman, Nick Levil, abriu fogo contra vários alunos na cantina da escola em que estudavam. Atingida ao tentar detê-lo, Valerie também acaba salvando a vida de uma colega que a maltratava, mas é responsabilizada pela tragédia por causa da lista que ajudou a criar. A lista com o nome dos estudantes que praticavam bullying contra os dois. A lista que ele usou para escolher seus alvos. Agora, ainda se recuperando do ferimento e do trauma, Val é forçada a enfrentar uma dura realidade ao voltar para a escola para terminar o Ensino Médio.

Assombrada pela lembrança do namorado, que ainda ama, passando por problemas de relacionamento com a família, com os ex-amigos e a garota a quem salvou, Val deve enfrentar seus fantasmas e encontrar seu papel nessa história em que todos são, ao mesmo tempo, responsáveis e vítimas.  A Lista Negra, de Jennifer Brown, é um romance instigante, que toca o leitor; leitura obrigatória, profunda e comovente. Um livro sobre bullying praticado dentro das escolas que provoca reflexões sobre as atitudes, responsabilidades e, principalmente, sobre o comportamento humano. Enfim, uma bela história sobre auto-conhecimento e o perdão.


É uma história muito triste e impactou muita gente pela forma que foi escrita. A autora usa uma vertente diferente para falar sobre o bullying, mais humana, mais sincera e por consequência mais dolorosa. 

O bullying não é tratado de forma superficial como o cinema costuma tratar, Eu sei que em alguns filmes como "Deixe-me entrar" dá uma dimensão mais pesada, mas não tão detalhada quanto este livro. Outra lado muito usado é a temática  do garoto/garota que é maltratado pelos colegas, e ai resolve se tornar uma pessoa super descolada, popular e carismática, com roupas e comportamentos desejados por todos. E todos os seus problemas estão resolvidos. Este livro não é assim.

A Lista Negra fala sobre identidade, sobre tentar seu lugar no mundo. E em meio disso tudo, fala sobre a violência no meio escolar. Valerie tem que lidar com o sofrimento antes da tragédia e após a tragédia. O que nos faz ter uma dimensão bem mais detalhada do que o bullying pode causar. As tentativas dela reconstruir sua vida, o relacionamento terrível com os amigos da escola e sua família. Faz você pensar que a vida dela é tão horrível e difícil que  que qualquer apoio ou suporte é visto com desconfiança e nos passa uma mensagem: É difícil recomeçar.

É um livro que te sensibiliza sobre a questão, o quão dolorosa é a situação. Vale a pena leitura!

Muitas pessoas querem que ele seja adaptado para o cinema, porque assim tem mais chances de atingir mais pessoas em filme, do que em livro, infelizmente, não são todos que gostam de ler.

{Filme} O casamento do meu melhor amigo - 1997

21 de agosto de 2016



Sinopse: Julianne (Julia Roberts) e Michael (Dermot Mulroney) combinaram que, se ambos continuassem solteiros quando completassem 28 anos, se casariam. Quando recebe um telefonema do amigo, às vésperas da fatídica data, anunciando que está prestes a se casar, mas com outra (Cameron Diaz), Julianne se descobre apaixonada por ele e aceita o convite para ser madrinha, mas com segundas intenções.


"Se você ama alguém... você tem que dizer, na hora, em voz alta. Senão, o momento apenas passa por você..."


Ano que vem este filme completa 20 anos desde sua data de lançamento, e não há como não se colocar no lugar de Julianne, ela está na posição que em algum momento da vida nós já nos encontramos. A de não está com o cara que queremos, porque ele já está comprometido ou se apaixonar pelo melhor amigo e não ser correspondida.

Revi este filme neste domingo pela manhã, já o tinha visto e nem lembro qual idade eu tinha. E nessa época lembro de ter tomado as dores de Julianne, porque o filme explora de forma clara seus sentimentos, Parece que ela é apenas uma pessoa que  descobriu tarde demais seus sentimentos por alguém que não gostaria de perder. Ou pior, uma pessoa egoísta que não admite perder uma pessoa que a idolatra, a ama, uma massagem para o ego.

Eu fiquei com a primeira opção. E vou ainda além, no final do filme muitas pessoas tiveram a impressão que amar é abrir mão da felicidade para deixar quem se ama feliz ou que não é amor de verdade quando se faz sofrer, é apenas uma obsessão. Algo que vai passar. Pode ser verdade, mas vi que ali tudo foi intenso, independe do que realmente seja, não podemos invalidar. Quem criou a obra tinha uma visão, e cabe o público a livre interpretação. 

Mas hoje eu tive uma visão diferente, algo que tenho pensando há bastante tempo, a respeito do poliamor. "Poliamor (do grego πολύ - poli, que significa muitos ou vários, e do Latim amor, significando amor) é a prática, o desejo, ou a aceitação de ter mais de um relacionamento íntimo simultaneamente com o conhecimento e consentimento de todos os envolvidos (fonte:wikipédia).]' 

Eu confesso que emocionalmente eu não tenho maturidade para este tipo de relacionamento, ainda sou adepta das relações monogâmicas. Mas, eu fiquei pensando no quanto as pessoas dizem quando gostam de duas pessoas e não sabem escolher sofrem. Tá namorando uma cara bacaninha, curte ele pra caramba, mas ainda quer o ex. Não que ela não goste do atual, ela gosta, mas seria mais feliz se ficasse com os dois. Veja bem, a pessoa não acha que seria mais feliz com um ou outro, ela acha que seria feliz com os dois, é diferente. 

O que eu vi neste filme, foi claramente uma vontade de pertencimento, mesmo que de forma velada por parte de Michael, não é explorado de forma aberta seus sentimentos. Talvez, ele estivesse lutando por quem ele deveria amar, porque é o que é socialmente aceito e talvez se sentisse mais seguro com kimmy, coisa que nunca teve com Jules, mas Jules foi alguém que ele sempre gostou de ter por perto, alguém com quem divide suas aspirações de maneira espontânea. Diferente de Kimmy, que abre mão do que ela deseja por ele.

Mas ai você pensa, o que Michael sente por Jules é apena amizade. Mas se pensarmos bem no conceito de uma relação saudável e aberta, as dúvidas que ele tem sobre a relação deveriam ser tiradas com Kimmy e não com Jules, ele precisa de Jules. Ainda existe uma relação intima, ainda existe ciúme por parte dele. Jules não está enxergando as coisas de forma equivocada quando pensa que ainda tem chance com ele. Michael dá essa chance sem perceber.

São muitas questões, que talvez se abríssemos mais espaço para o poliamor poderiam diminuir um sofrimento desnecessário: Vamos todo mundo se amar e ser feliz! Mas é apenas uma interpretação da situação, pode dar certo para uns e outros não. Mas deixo uma porta aberta para se pensar sobre.

 Quem ai já assistiu o filme, vamos conversar?

Para terminar este post, a cena icônica do filme, uma das minhas preferidas:



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