Do que privamos nossos pais

12 de março de 2017


Numa dessas viagens minhas, no ano passado, parei na rodoviária de Goiânia e comecei a ler um trecho de um livro numa espécie de promoções de livros. Não era uma livraria, e o projeto de vendas me pareceu ser itinerante.

Acabei me deparando com um trecho de um livro de que uma mãe fazia mais ou menos o seguinte relato: Tenho dois filhos, uma tem ensino superior e está cursando mestrado o outro trabalha como vendedor e não quis ir para faculdade. Os dois sempre me pedem dinheiro para ajudá-los com as despesas. Já sugeri que morassem comigo para as despesas diminuírem, mas eles alegam que precisam da própria privacidade. 

Era mais um texto do tipo: Ei me ajuda aqui, eu quero ajudar meus filhos, mas antes eu também sou uma pessoa, eu quero fazer projetos, eu tenho sonhos a realizar. Não é porque eu tenho filhos que eu não tenho sonhos.

Antes das pessoas começarem a fazer julgamentos sobre a criação destes garotos, vamos refletir?

Do que privamos nossos pais? Hoje em dia é comum que nossos pais nos ajudem muito financeiramente,  a toda hora e a todo momento. Gritamos aos quatro cantos que querermos ser pessoas fortes e independentes, mas a que custo vem essa falsa independência? Porque meus amigos sejamos sinceros, não adianta nada você ser todo politicamente correto, depender financeiramente dos seus pais, manter um padrão de vida que você deseja privando seus pais de algo ou os pressionando a algo que eles se esforçam para manter por você, por amor. 

Não estou querendo criticar ninguém ou fazer uma super polêmica. Eu mesma já me utilizei de ajuda financeira dos meus pais. E mesmo que eu tenha voltado a morar com a minha mãe, percebo que eu posso contribuir muito com ela. Não apenas financeiramente, mas de um modo afetivo e cordial. Porque não é só eu que preciso de afeto, ela também precisa. Nós erramos, não somos perfeitas, mas sempre fico com esse sentimento de ter privado ela dos sonhos dela sabe? E agora tento errar menos, porque alguns hábitos são difíceis de ser mudados. Mas vamos mudando, mesmo que seja devagar.

Por favor, não atirem pedras, é uma opinião que está sendo levantada e tem muitas vertentes para ser discutida. 

Um comentário:

  1. Concordo plenamente com você! Chega uma hora da vida que precisamos andar com as nossas próprias pernas e tomar a rédea das nossas vidas, os pais sempre serão pessoas importantes mas a relação com eles tem mudar conforme vamos crescendo.

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