Você tem que assistir Her (Ela)

5 de maio de 2014




Sinopse:

Her (2014)Theodore (Joaquin Phoenix) é um escritor solitário, que acaba de comprar um novo sistema operacional para seu computador. Para a sua surpresa, ele acaba se apaixonando pela voz deste programa informático, dando início a uma relação amorosa entre ambos. Esta história de amor incomum explora a relação entre o homem contemporâneo e a tecnologia.


Posso dizer uma coisa? Amei esse filme! Não é atoa que ganhou um Oscar de melhor roteiro, além do roteiro a fotografia é linda. 

O filme se passa num futuro incerto (sem data) na cidade de Los Angeles, onde o transporte público funciona e o trânsito não é um caos. E tudo é muito limpo, arrumadinho e as pessoas são educadas/prestativas, percebi isso numa cena que Theodore cai e as pessoas se prontificam a ajudá-lo a se levantar. 
Apesar de futurista, o filme descreve bem a nossa época, a forma como estamos lidando com a tecnologia, as pessoas dependem muito dela e acabam deixando de lado as relações afetivas. Theodore trabalha numa empresa que escreve cartas, as cartas são ditadas a um computador que as escreves com letra de mão. Percebe-se já no inicio do filme que as pessoas precisam contratar um serviço para auxiliá-las nessas relações, ao invés delas tentarem investir "aos trancos e barrancos" nesses relacionamentos.

O curioso é que Theodore tem uma vida afetiva muito conturbada e faz esse serviço e o faz muito bem. Outro ponto de destaque no filme é a solidão, gente que solidão sofrida e o ator principal a interpreta com maestria. E te faz levantar questionamentos, se é sofrida essa solidão, por que as pessoas estão imersas nelas? Por que apenas o contato físico  não resolve?  
Creio que uma das frases do filme responde a esta pergunta, em determinado momento do filme Theodore diz:
"Ás vezes eu sinto que já senti tudo que tinha pra sentir. E daqui pra frente, não vou sentir nada novo. Apenas versões mais brandas do que eu já senti. "

Eu refleti muito sobre essas frase e não é que a vida é assim? Parece que vamos ficando acostumados com as coisas e tudo vai se tornando "mais do mesmo". Mas eu percebi que o único sentimento que temos  e toda vez é como se fosse a primeira vez é o medo. O medo vem de maneira intensa e talvez única. Como diria minha amiga Andressa, o medo é a medida da incerteza, do não conhecido e complementando com Lenine "O medo é a medida da indecisão". E o filme fala sobre esse medo assustador das relações humanas e do que nos sujeitamos para ter atenção, de maneira nem sempre confortável/adequada,  e também sobre o medo da mudança. 

Certo autor disse que nós somos construídos no olhar do outro, é justamente isso que ocorre em Her, através da relação do Sistema Operacional Samantha com Theodore. Samantha está ávida por conhecer o mundo e obter conhecimento, ela é bem-humorada e anima Theodor, o que faz ele se sentir mais vivo e se apaixonar por ela. Mas quando a relação se inicia a primeira coisa que eu pensei foi "Isso vai dá merda", a gente fica preocupado com Theodore, pois nos  identificamos com ao menos uma coisa do filme. 

O filme traz muitas frases bonitas e reflexivas, porém se você não gosta de filmes sem ação e não curte uma "ladainha" reflexiva, não assista. 





Um comentário:

"Eu não entendo de moda.Eu entendo do que eu gosto..."

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