{Livro} A Terra Inteira e o Céu Infinito por Ruth Ozeki

28 de maio de 2014



Sinopse:
O que acontece quando um diário perdida encontra o leitor certo? Numa remota ilha do Canadá, a escritora Ruth cata mariscos com o marido na praia quando se depara com um saco plástico coberto de cracas que envolve uma lancheira da Hello Kitty. Dentro, encontra um livro de Marcel Proust, Em Busca do Tempo Perdido, e se surpreende ao descobrir que o miolo, na verdade, é o diário de uma menina japonesa, Nao. A sacola misteriosa, segundo os rumores dos habitantes, é mais um dos destroços do último tsunami que devastou o Japão e foi levado pelas correntezas até a ilha.
Desde então, Ruth é tragada pela história do diário de Nao, uma menina que, para escapar de uma realidade de sofrimento – de bullying dos colegas e de um pai desempregado e suicida –, resolve passar seus últimos dias lendo as cartas do bisavô, um falecido piloto camicase da Segunda Guerra Mundial, e contando sobre a vida da avó, uma monja budista de 104 anos.
O que Ruth não esperava era que o diário iria levá-la a uma viagem onde ela e Nao podem finalmente se encontrar fora do tempo e do espaço.

O que eu não gostei:
O começo do livro é muito enfadonho,por isso, após algumas páginas você pensa em desistir. O livro é escrito em duas perspectivas. Uma leitura do diário de Nao e a percepção da Ruth sobre e um pouco do que acontece na vida da leitora, apesar de Ruth se identificar com algumas coisas que Nao escreve, a parte que fala sobre a vida de Ruth é um pouco enfadonha, achei uma personagem totalmente desprovida de um "up" que fará com que você continue a ler o livro e por sua descrição, torna o livro um pouco enfadonho.

O que eu gostei:
O legal do livro é que conforme Ruth vai lendo o diário ela começa a investigar sobre a existência de Nao, juntamente com quem está lendo a história, pois assim como ela você está curioso para saber mais sobre a autora do diário.
A alma do livro é o diário de Nao, que começa um pouco chato, mas depois vai revelando coisas sobre sua vida. O que eu achei mais interessante foi os seus relatos sobre o bullying que sofreu. O que eu já vi sobre o assunto em filmes me dá uma perspectiva totalmente diferente do que eu li no livro. Pois, quando vemos um filme certas imagens podem nos horrorizar, retrata o que ocorre, mas meio que fica confuso entender o que se passa na cabeça da vitima e o que a leva a tomar tais atitudes. 
No livro, Nao vai detalhando seu sofrimento e o que isso vai causando nela (até sofrendo com ela) e ai você passa a compreender e a ser mais solidário com as pessoas que são alvo de bullying. É como se você começasse a sentir o sofrimento de Nao, por isso, na minha opinião é mais detalhado e intenso do que os filmes que eu já vi por ai. 
Além disso você aprende mais um pouco sobre o japão e a segunda guerra mundial. E elementos do 11 de setembro dos Estados Unidos, pois Nao, apesar de ter nascido no Japão, morou por um bom tempo no Estados Unidos antes de retornar ao país de origem, denotando mais uma dificuldade de adaptação devido ao choque cultural, pois ela se sentia mais americana que japonesa.

Eu indicaria o livro: Para qualquer pessoa que goste de leituras que se utiliza de acontecimentos históricos (Guerra, 11 de setembro e tsunami/terremoto do japão) e trata de questões existências, além de curtir livros mais longos, pois este tem 446 páginas. E também se você tem paixão por escrever, vai curtir

Frases:
"Um ser tempo é alguém que existe no tempo, e isso quer dizer você, e eu, e todos nós que estamos aqui, ou já estivemos, ou que um dia estarão"

"Para o ser-tempo, palavras se espalham... Seriam folhas caídas?"

"Eu sempre pensei na escrita como o oposto do suicídio – ela disse. – Escrever tinha a ver com imortalidade. Com derrotar a morte, ou pelo menos conseguir evitá-la. – Como a Scheherazade? – Isso – ela confirmou. – Contando histórias para adiar a própria execução…” (p.333)

Um comentário:

  1. Ótima indicação. Fiquei realmente com vontade de ler.
    "Eu sempre pensei na escrita como o oposto do suicídio – ela disse. – Escrever tinha a ver com imortalidade. Com derrotar a morte, ou pelo menos conseguir evitá-la. – Como a Scheherazade? – Isso – ela confirmou. – Contando histórias para adiar a própria execução…” Que frase mais perfeita *--*.
    Sabe, eu tô realmente gostando do "eu crio moda" Vc desfocou um pouquinho da moda... Mas ficou bom, ficou uma mistura do antigo eu crio moda mais o "ser irreverente".
    EU realmente amo esse blog ^^ amo olhar as resenhas. E é por isso que, mesmo tem abandonado a blogsfera ainda passo aqui de vez em quando para ver os posts ^^

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